segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Paradoxos
A minha alma fervilha em contradições novamente. Ainda me sinto entorpecida diante de novas possibilidades que surgem dia após dia, e que não sei dizer não. Enquanto isso uma voz persiste em gritar ao meu ouvido: "PARE!". Isso só me atrapalha, me desconcentra. Preciso produzir, preciso produzir, preciso produzir...tenho que produzir!!! Tenho mesmo? Ela me pergunta. Acho que não darei mais ouvidos à sua sensatez...ela é muito verdadeira. Preciso me enganar mais um pouco...por enquanto, ou pelo menos enquanto eu suportar, e não surtar...
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Somente
Do que me resta tentar mais uma vez? Somente a esperança de que vai dar certo alguma vez.
Será mesmo que tem alguém que vale a pena na minha vida? Somente umas poucas, mas que valem por muitas.
O tempo está passando, e minha vida vai com ele. Somente o indesejável. Porque tudo de bom eu carrego comigo. Fico imaginando se pra tudo tem um "somente", ou se na verdade não passa de um "se".
Se algo der certo, se houver alguém, se realmente estou levando algo de produtivo com tudo isso...
Filosofar demora demais e nunca traz as respostas de que preciso. Às vezes penso que a vida é curta demais pra filosofar. Enquanto divago entre o somente e o se, o sol se põe lá fora, minha avó está sentada sozinha na cozinha, ouço os passarinhos cantarem...eles vivem, penso eu. SE essa máquina me trouxesse uma vida ao modo natural e simples, ela não seria feita de SOMENTE, mas de assertividade.
Será mesmo que tem alguém que vale a pena na minha vida? Somente umas poucas, mas que valem por muitas.
O tempo está passando, e minha vida vai com ele. Somente o indesejável. Porque tudo de bom eu carrego comigo. Fico imaginando se pra tudo tem um "somente", ou se na verdade não passa de um "se".
Se algo der certo, se houver alguém, se realmente estou levando algo de produtivo com tudo isso...
Filosofar demora demais e nunca traz as respostas de que preciso. Às vezes penso que a vida é curta demais pra filosofar. Enquanto divago entre o somente e o se, o sol se põe lá fora, minha avó está sentada sozinha na cozinha, ouço os passarinhos cantarem...eles vivem, penso eu. SE essa máquina me trouxesse uma vida ao modo natural e simples, ela não seria feita de SOMENTE, mas de assertividade.
domingo, 8 de maio de 2011
A melhor mulher do mundo
Ela é a pessoa que consegue ter o peso do símbolo de
instituição familiar e ainda ser a maior amiga que tenho. Parece a maior
demagogia...mas é a pura verdade. Ninguém entende o vínculo que temos. Minha
irmã e meu pai costumam defender a idéia de que somos advogadas uma da outra.
Mas eles também não entendem.
Eu sempre disse pra ela que “Rock’n Roll Lullaby” era nossa
música, pois quando eu nasci ela tinha somente 19, e meu pai “caía na estrada”
por vários dias (era seu trabalho, não o culpo). Só tínhamos uma à outra. Mesmo
com a ajuda das minhas avós, nada supria aquilo que vivíamos, e ainda me
recordo do ritmo da canção de ninar que ela embalava quando estávamos juntas.
Minha mãe é a única que consegue completar o que estou
pensando, foi a única que incentivou que eu “desse a cara a tapa” nos meus
conflitos amorosos, e será a única que eu sei que sempre será 100% honesta
comigo.
Te amo. De coração pra coração. PLOC!
P.S.: Para quem não conhece a letra de Rock'n Roll Lullaby, aí está o vídeo com legenda nesse link: Rock'n Roll Lullaby
quarta-feira, 16 de março de 2011
"It's over"
Eu olho para as teclas e penso, "Acabou". Nada me vem à mente, nada mais permeia meus pensamentos...está tudo vazio. As inquietações, tormentas, os amores e sofrimentos...as alegrias. Minha vida está vazia. Tudo me lembra uma fila de peças de dominó que não pára que desabar...um, após outro, após outro, após outro...e o mundo desaba. Assim como nada pior do que a indiferença entre as pessoas, não há nada pior do que o vazio em si mesmo.
Sinto como o jovem Pip do romance de Dickens, à espera de suas "Grandes Esperanças". Essa ambiguidade se encaixa perfeitamente, à medida que minhas esperanças se foram e espero que elas cheguem no clímax da minha trajetória, vestidas à rigor para os grandes momentos. Por hora, fica somente o vazio a me acompanhar nesse percurso longo e sem obstáculos ou paradas, como uma "infinita highway" composta de antimatéria.
Sinto como o jovem Pip do romance de Dickens, à espera de suas "Grandes Esperanças". Essa ambiguidade se encaixa perfeitamente, à medida que minhas esperanças se foram e espero que elas cheguem no clímax da minha trajetória, vestidas à rigor para os grandes momentos. Por hora, fica somente o vazio a me acompanhar nesse percurso longo e sem obstáculos ou paradas, como uma "infinita highway" composta de antimatéria.
segunda-feira, 7 de março de 2011
"A casa de areia e névoa"
Por falta de criatividade, inspiração, transpiração ou como quer que chamem, trouxe uma proposta um pouco diferente pra essa postagem, mas não menos valiosa! Assisti esse filme em plena madrugada e fiquei indignada por esse belo trabalho ter sido exposto pra poucos privilegiados com insônia.
A trama envolve uma crítica ao sistema imobiliário americano e suas falhas burocráticas, além de uma crítica à forma preconceituosa como os imigrantes são tratados nos E.U.A.. Um enredo que a princípio aparenta ser completamente "cabeça" (entediante), também envolve uma dose extra de drama bem "costurado" nas duas histórias paralelas que tendem a se unir no ponto clímax do filme. Emocionante! O tipo de enredo que não tem como proposta apontar ou julgar "certo ou errado". Nem mesmo quem assiste consegue fazê-lo!
Título original: (House of Sand and Fog)
Lançamento: 2003 (EUA)
Direção:Vadim Perelman
Atores:Jennifer Connelly, Ben Kingsley, Ron Eldard, Frances Fisher.
Duração: 126 min
Gênero: Drama
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Revolta
As lágrimas escorrem com ímpeto, mas a indignação não passa. Tudo o que faço parece vão. Reconhecimento? Não. Gratidão? Jamais. É somente obrigação. A vidinha que já parecia vazia, agora também se torna inútil.Pra quê tanta dificuldade? Por que esse caminho tortuoso que só eu devo seguir?
Só o que penso quando meu peito martela as dores da revolta é: Por que mesmo assim me preocupo tanto?
Cansei de autoflagelo e da comiseração, mas não consigo parar com isso...CHEGA! minha voz grita, mas esse grito não tem convicção. Até eu mesma percebo isso.
Só o que penso quando meu peito martela as dores da revolta é: Por que mesmo assim me preocupo tanto?
Cansei de autoflagelo e da comiseração, mas não consigo parar com isso...CHEGA! minha voz grita, mas esse grito não tem convicção. Até eu mesma percebo isso.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
As virtudes que procuro
Não compreendo minhas palavras, ou até mesmo o que espero que elas produzam..."Qualquer coisa faz a mínima diferença", é o que penso. Depois de tanto divagar, confessar e desabafar, não sei mais o que tenho como objetivo ou meta. Não sei mas por que estou aqui. Sou mais um grão de areia nesse infinito de desejos ou indiferenças existentes no universo. Penso: "Que diferença a minha existência pode fazer não é mesmo?" "Qualquer coisa faz a mínima diferença", é o que já não penso mais.
Tudo o que escrevo, e de certa forma defendo parece sempre inconstante e perturbador. "Não sei se quero mais isso", é o que estou pensando no momento. As letras simplesmente flutuam como bolhas de sabão ao vento, sem sentido, o que não deixa de ser admirável. Elas vão sempre perambular diante dos meus olhos, pelo menos enquanto as respostas que busco não se tornarem convincentes o suficiente, para o meu falso senso crítico!!! "Acho que voltei à estaca zero novamente", é o que penso agora.
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