Acariciei suas costas mais uma vez. Era tão lindo como sua pele branca reluzia à luz da lua. Era por isso que eu sempre atendia à sua vontade louca de fazer amor ao ar livre. Tinha algo nela que eu não compreendia, mas cada parte desse mistério me deixava mais excitada e perdidamente encantada. Eu podia sentir seu hálito doce naquele momento, e notei como ela parecia um anjo adormecida. Talvez um dia eu te deixe meu bem, mas saiba que nunca conhecerei alguém tão espontânea como você. Esse pensamento ressou tão forte que ela pareceu entender. Sorriu, abriu seus lindos olhos cor de mel e disse: I wanna make it with you, anytime, anywhere.
By Natalie Dierna.
Guliver's Thoughts
Pensamentos, momentos, escolhas, preferências...e mais alguma coisa!
terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
De volta às linhas...
As turbulências começaram. E quando falo de turbulências, não é sobre uma vida atribulada, ou sobre possíveis obstáculos que terei de enfrentar. Essa turbulências não estão visíveis aos olhos dos outros, são mais como uma fumaça densa que se aloja nos meus pensamentos.
Às vezes essa fumaça traz consigo um incômodo, como quando a estática nos impede de escutar com clareza. É um redemoinho confuso, que desempenha sua função com eficiência, misturando o que sinto com o que penso e o que sei que deveria pensar ou sentir. Faz tempo que isso não acontecia, mas faz tempo que não consigo escrever o que quer que seja. ainda acredito veemente na concepção de que o sofrimento é o que move a inspiração de um escritor. Na verdade não, são os extremos do que sentimos. Do amor ao ódio, cada palavra proferida ou escrita se revela intensa ao leitor se um desses extremos estiver em sua essência.
Agora, como sempre foi, não sinto ou não sei o que sinto, mas nada me parece com quaisquer desses sentimentos. Só confusão. E talvez seja por isso que nunca consegui me estruturar em um texto, ou ao menos trazer um pouco de clareza ao meu caro leitor. Nem mesmo consegui um instante de luz para que minhas dúvidas fossem esclarecidas. Talvez essa seja eu, e esse fato seja um pouco difícil de aceitar ao ponto de me manter na busca incessante por respostas que me levem a compreender o que se passa comigo e por que há tanta neblina me impedindo de coordenar o que realmente quero pensar, sentir e fazer.
Às vezes essa fumaça traz consigo um incômodo, como quando a estática nos impede de escutar com clareza. É um redemoinho confuso, que desempenha sua função com eficiência, misturando o que sinto com o que penso e o que sei que deveria pensar ou sentir. Faz tempo que isso não acontecia, mas faz tempo que não consigo escrever o que quer que seja. ainda acredito veemente na concepção de que o sofrimento é o que move a inspiração de um escritor. Na verdade não, são os extremos do que sentimos. Do amor ao ódio, cada palavra proferida ou escrita se revela intensa ao leitor se um desses extremos estiver em sua essência.
Agora, como sempre foi, não sinto ou não sei o que sinto, mas nada me parece com quaisquer desses sentimentos. Só confusão. E talvez seja por isso que nunca consegui me estruturar em um texto, ou ao menos trazer um pouco de clareza ao meu caro leitor. Nem mesmo consegui um instante de luz para que minhas dúvidas fossem esclarecidas. Talvez essa seja eu, e esse fato seja um pouco difícil de aceitar ao ponto de me manter na busca incessante por respostas que me levem a compreender o que se passa comigo e por que há tanta neblina me impedindo de coordenar o que realmente quero pensar, sentir e fazer.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Inconstância!
Fortemente me abrace nessa noite chuvosa de domingo, pois não sei pra onde vou depois que isso tudo acabar. Temo que nossas vidas se separem e tudo que construímos se dissolva como as cinzas do incenso que acendi quando fizemos amor pela primeira vez. Até parece que fazem séculos desde aquele dia. Eu lembro do quanto senti vontade de dizer que te amava naquele momento, mas temia que você achasse que nosso lance era apenas físico. Aí você me disse, "Eu te amo", enquanto eu mordia sua orelha, e minha surpresa foi tão grande que até hoje você tem a cicatriz daquela mordida. Me desculpe amor, por ainda hoje ter medo de te perder. É que sentir você assim tão perto de mim, me aquecendo do frio enquanto a chuva cai lá fora me fez perceber que todo o meu senso de independência cai por terra com você do meu lado.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Brumas
Elas são encantadoras, místicas, mas ainda assim nos escapam quando pensamos que podemos nos aproximar cada vez mais. Essa névoa nos envolve para lugares secretos que não conhecemos, e que desconhecemos a sua existência até encontrarmos de verdade. São lugares cheios de elementos que preenchem os nossos sentidos, que nos entorpecem com sua magia e sabedoria, mas nem todos conseguem atravessar as brumas. Só aqueles de coração puro e de boas intenções guardam consigo o poder que a natureza exala em todos os seus aspectos, e conseguem sentir a névoa puxando seus corpos para seu universo inexplicável e complexo, um universo que muitos buscam, mas que poucos experimentam quando o amor toca-lhes o peito.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
A Conversa que paira no ar
Um sorriso, um abraço, um carinho...
...parece ser só isso a que ele se resume, mas não é.
Ele tem uma energia positiva, diferente, uma presença que sempre me faz sorrir.
Me lembro dos comentários que ele fazia da minha cara de sono,
de como eu o "empolgava", dos meus abraços frios e distantes.
Ele sempre me nota nos mínimos detalhes, desde a roupa que visto,
até a tonalidade do meu cabelo.
É por isso que não consigo esquecê-lo,
é por isso que me afasto, mas logo volto a ceder a seus encantos,
à forma brincalhona com que ele me elogia e tenta me colocar pra cima.
A vontade que eu tenho é de olhar para aqueles olhos, respirar fundo e dizer:
"Meu bem, fica comigo".
Algo que parece tão simples vem sendo remoído há muito tempo,
diante da forma como ele lida com as mulheres.
"Eu sou só mais uma garota que ele trata com atenção", penso.
Isso machuca às vezes...e talvez nem seja verdade.
Mas eu nunca vou saber enquanto esse medo permanecer.
...parece ser só isso a que ele se resume, mas não é.
Ele tem uma energia positiva, diferente, uma presença que sempre me faz sorrir.
Me lembro dos comentários que ele fazia da minha cara de sono,
de como eu o "empolgava", dos meus abraços frios e distantes.
Ele sempre me nota nos mínimos detalhes, desde a roupa que visto,
até a tonalidade do meu cabelo.
É por isso que não consigo esquecê-lo,
é por isso que me afasto, mas logo volto a ceder a seus encantos,
à forma brincalhona com que ele me elogia e tenta me colocar pra cima.
A vontade que eu tenho é de olhar para aqueles olhos, respirar fundo e dizer:
"Meu bem, fica comigo".
Algo que parece tão simples vem sendo remoído há muito tempo,
diante da forma como ele lida com as mulheres.
"Eu sou só mais uma garota que ele trata com atenção", penso.
Isso machuca às vezes...e talvez nem seja verdade.
Mas eu nunca vou saber enquanto esse medo permanecer.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Explosion
It's over!
Minhas forças se foram...não suporto mais engolir tudo como se fossem coisas ruins que demonstram minha face humana...como se eu não fosse humana! Agora parece que tudo dói mais, ou que há uma intensidade maior que me incomoda profundamente. E se eu permitir que tudo se exploda? Se eu gritar um FODA-SE sem medo de consequências...até parece!!! Parece que o big-bang está pra acontecer, e eu tenho medo que seja a qualquer momento, sem que eu esteja pronta para a criação desse novo universo...shit!
Como olhar, como falar, como sorrir, sem que ninguém note o que está se passando? Parece que virei perita nisso, mas agora quero ser percebida, quero que o mundo me note, quero que vejam como estou, quero transparência...e não consigo!!!
domingo, 25 de setembro de 2011
Visceral
Minha carne esquenta por dentro e faz borbulhar coisas que pensei que não mais existiam. Pareço febril, a face se mostra ruborizada facilmente...só basta um suspiro e o mundo gira. "Estou doente", a voz ressoa insistentemente. São tonturas que nem montanhas-russa me causaram...fico enjoada ao menor pensamento que ouso ter. É algo que mexe e desloca tudo dentro do meu corpo, que agora se move vagarosamente e com uma delicadeza que eu não sabia que tinha. Sinto fisgadas no estômago e o suor frio que escorre pela minha nuca em situações inusitadas..."Não quero isso", a voz racional teima em me alertar. As vísceras simplesmente respondem instintivamente aos apelos da minha pele, que arde em brasas ao mais singelo toque e pede por mais e mais. "Não cedo", minha voz defensora declara irrevogavelmente, e a partir de então guardo tudo na caixa toráxica, onde ninguém alcança o olhar.
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