segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain


O bom sonhador é aquele que o mundo ignora. É aquele que todas as pessoas dizem, "Sei quem é, boa pessoa", mas que na realidade ninguém conhece de fato...nem um pouco. 
A inocência de um sonhador é o seu tesouro mais precioso, e por isso se aproveitam dele. O que ninguém sabe, é que o sonhador é engenhoso, perspicaz, e que desfruta do prazer de sonhar porque é capaz de qualquer coisa que queira!

"Quando o dedo aponta para o céu, o idiota olha para o dedo” 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O clube da luta

Um pulso quebrado
manchado de sangue
do rosto de um perdedor.

A adrenalina corre
pelo meu corpo quente
a satisfação enegrece
o meu bom-caráter.

Fuck you! Bom-caráter não me faz bem.

O puro instinto selvagem
sai da minha voz quando grito:
"Seu filho da puta"
e avanço com toda ânsia
pra desfigurar o cara em minha frente.

Não importa se é bom homem
só quero surrá-lo.
Mais sangue...meu também...
um outro cara aparece.

"Você é a merda ambulante do mundo"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Inconstância, teu nome é humano!

Auto Retrato na tua Inconstância - A. Limpo

Perdida em divagações que nem mesmo sei se fazem sentido. Meu tempo agora é um contínuo desperdício com coisas que todos dizem ter importância, mas que para mim agora são como se nunca tivessem sido relevantes. Mesmo assim, alguns flashs aparecem esporadicamente como sonhos longínquos de uma vida que não lembro de ter vivido, imagens de uma pessoa que não lembro de ter sido...mas fui. Somos uma constante metamorfose ambulante, um complexo complexificado de complexidades, seres de difícil compreensão e de uma imprevisibilidade que deixa a Psicologia em uma batalha secular por seu lugar na ciência.
Agora o medo me assola mais uma vez em decorrência dessa mudança de objetivos...se o que antes era um propósito de vida, hoje já não o é. O que amanhã for o novo propósito, ainda o será na semana que vem? Um dia eu disse a um amigo que a beleza e o sabor da vida era a busca incansável de objetivos, mas naquela época eu pensava que os mesmos eram substituídos por outros após terem sido alcançados...parece que até meus ideais já não são mais os mesmos.
O cansaço agora superou o medo que antes habitava, mais uma prova de mudanças, pois até o que sinto virou carnaval, em um minuto uma coisa, noutro tudo já está parcialmente modificado...não estou mais de acordo com essas palavras. Texto inútil!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Torpor

Agora já não sinto coisa alguma. Somente o vazio à minha espera, ou o mundo que não consigo ver, sentir ou ouvir...a percepção foi-se.
Agora são tudo águas passadas. O vento e a água continuam seu curso, e a minha vida deveria ter tomado o seu. É o nada que sinto.
Agora coisa alguma me magoa, e meu corpo está inerte aos desejos..."Inércia, onde estás?"
Talvez seja bom esse momento que não sei se é bom pois não o sinto. Mas minhas palavras insistem que já passei por isso. "O quê? A dormência?"
Não há nem mesmo dormência, pois o não sentir é a falta de senso-percepção...é o oco do universo, o buraco negro (se existir!).
Agora consigo sentir...o nada!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Perturbações

Não sei se volto ou ando em frente. Não sei se desisto ou mudo de rumo. Não sei de nada que possa me tirar desse lugar imundo. Uma dor constante agora me pressiona a alma. Não consigo mais pensar com clareza. Acho que desisti de entender a mim mesma. O desespero por não sofrer também me leva ao sofrimento. Não consigo desamarrar esse nó de desalento. Buraco. Vazio. Ânsia que estou certa de que será permanente...agora mais do que nunca. Talvez o porvir seja diferente, mas isso também me angustia.

Uma vez me perguntaram: "Qual o seu maior medo?" E eu naturalmente sem pestanejar respondi: "Temo o que não conheço."   Agora penso que o medo está sempre comigo, e que por isso minha vida de sofrimento já não é tamanha novidade. "E agora?", eu penso. Na realidade estou mais uma vez perdida. Ninguém sai do lugar se temer o futuro.     "Eu conheço o futuro?"      Pois é, acho que essa angústia está aumentando...aumentou...vai aumentar...não sei! Mas houve um dia em que não temi o futuro, e ele me ferrou. Passei a ter medo. Sou teimosa. Enfrentei o futuro novamente...e ele não tardou a me ferrar!
Agora tenho uma nova teoria: Menos de três meses não é futuro.
Se você o teme, se jogue. Mas não permita que os três meses se passem...ou então o futuro finalmente aparecerá, e você o conhecerá...quer arriscar??

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma presença estranha

A sensação de algo te observando. Uma voz por vezes próxima ao ouvido. O sarcasmo de uma presença que tenho a sensação de conhecer. São pessoas estranhas, penso comigo mesma. O pior de tudo é a impressão de estar sendo julgada ou analisada de certo modo, com tantos rostos e vozes que me rodeiam. Me sinto incomodada...mas não saio do lugar. Permaneço imóvel na minha tarefa aparentemente útil, com receio de que o espaço seja tomado por novos rostos...desespero sem sentido!!!
O foco, a falta dele, as confusões...minha cabeça gira e a atenção foge. Conversas, mais vozes. E essa presença insiste em permanecer, porque quero que permaneça. Risos. A preocupação de antes agora já não existe mais. Somente a dislexia e a piada. Lembranças que me fazem mais leve do que já sou, pois agora são irrelevantes. Ouço uma música ao fundo, algo tira o meu foco...desligo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Umph!

A coisa mais trágica da vida é não esperar coisa alguma dela. Sempre escrevemos coisas do tipo "Seize the day" ou "Carpe Diem" (como preferir!), e dizemos palavras de ânimo para que as pessoas curtam mais esse mundo de cão. O que nunca digo é coisas do tipo "curta a vida Jacque!", pois nunca há sujeira em nossos olhos. Feliz foi o Dr. Sayer, que pôde descobrir a beleza da vida a tempo, por intermédio de seus pacientes. Caramba, me parece que essa cultura em que vivemos vai demorar um pouco pra dar uma mudada legal, pois ainda é um costume popular dar valor somente ao que nos é inalcançável, difícil ou ao que perdemos...como valorizamos algo depois que perdemos? Afinal, não há o que valorizar, não é mesmo? Nossas ações são um eterno paradoxo...Freud explica, e Skinner resolve!!!

Sugestão de filme...vale a pena: Tempo de Despertar